quarta-feira, 22 de junho de 2011

AMOR DE DEUS NÃO TEM LIMITE - Jr 31.3; Rm 8.32

AMOR DE DEUS NÃO TEM LIMITE - Jr 31.3; Rm 8.32


Efraim (Israel) afastara-se para longe de Deus. As dez tribos tinham caí­do em tão crassa idolatria, que Deus disse: "Efraim está entregue aos ídolos; é deixá-lo" (Os 4.17). A inconstância espiritual de Efraim foi descrita pelo pro­feta como pão que não foi virado" (7.8). Israel erguera "altares para pecar" (8.11) e provocara "a Sua ira" (12.14). Efraim era "inclinado a desviar-se" de Deus (11.7). Perdera a força, e "não o sabia" (7.9). Certamente, Deus teria ra­zão se volvesse as costas a Efraim e deixasse-lhe as conseqüências de seu mau procedimento. Mas não faria isso o nosso Deus misericordioso!

Longe disso, Ele lamenta: "Como te deixaria, ó Efraim? Como te entre­garia, ó Israel?" Aí está uma das mais comovedoras passagens da Escritura. Servindo-se da figura da repetição, tão característica da poesia hebraica, duas vezes o Senhor expressa comovente preocupação por Seu povo.

"Eu o amei", declara Ele (11.1). Que riqueza de afeição envolve essas palavras! "Como te entregaria?" "Eu ensinei a andar a Efraim", diz Ele ainda (11.3), referindo-se aos anos durante os quais instruíra pacientemente Israel, por meio de Seus profetas. Nesse mesmo versículo, serve-se Ele do quadro de um pai amante, a ensinar seu filhinho a andar, tomando-o pelos braços. Se tropeça, o bondoso pai levanta o filho e o ajuda a prosseguir. "Como te deixa­ria?"

"Atraía-os com cordas humanas, com laços de amor" (11.4). Novamente o Pai celestial serve-se da figura de um pai amoroso, em relação a um filho desgar-rado, a fim de ilustrar Seu grande afeto para com o relapso. "Com amor eterno eu te amei, por isso com benignidade te atrai" (Jr 31.3). "Como te deixaria?"

Deus ainda trata com a mesma ternura Seus filhos erradios. Ainda hoje Ele insta conosco: "Como te deixaria?" "Com benignidade te atraí".

"Aquele que não poupou a seu próprio Filho, antes, por todos nós o entre­gou, porventura não nos dará graciosamente com ele todas as coisas?" (Rm. 8.32).

Um comentário:

  1. É verdade. O Senhor é cheio de amor e misericórdia. Apesar disto, Deus não se deixa escarnecer. Somos limitados a tempo, espaço e circunstância, e tudo o que Deus faz e as oportunidades que nos dá também são condicionadas ao tempo. Vejo que há promessas e planos que tem seu próprio tempo para serem cumpridas, uma vez que permaneçamos firmes, na posição. Temos o poder, dado pelo Senhor, de escolhermos. Se decidirmos ficar, seremos por ele agraciados, mas se decidimos desobedecê-lo, então enfrentaremos as consequências, mesmo assim Ele continuará nos amando, mas elas virão.
    Diante da iniquidade e da desobediência, o amor de Deus é infinito, mas a Seu tempo, sede lugar ao juízo. Uma prova disto é o arrebatamento que está por acontecer. Deus nos tirará desta Terra antes que seu juízo caia sobre os homens. Estes tentarão se esconder, mas não conseguirão.
    Por isso, fiquemos com a Palavra de Isaías 55.6 - "Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto".
    Este é o segredo: há tempo pra todas as coisas debaixo do sol. E este é o tempo mais precioso da vida, o tempo de buscá-lo e desejar concerto enquanto podemos fazê-lo, pois em algum dia o sol não se porá mais para nós.
    Deus é amor mas é fogo consumidor.
    Ele nos conhece, e certamente se esforçará por nós e nos fará saber que somos amados, então, não desprezemos esta oportunidade no tempo que se chama hoje. Muitos a desprezaram e estão no inferno. E Deus? Continua amando, mas não pode negar a si mesmo.

    ResponderExcluir